receptor
μ-opioide
Gi/o → ↓ Ca²⁺, ↑ K⁺ e ↓ nocicepção
Opioides
Opioide agonista μ de alta potência
Nome comercial cadastrado: Sufentanil Citrate Injection, Sufenta® (marca histórica)
Dose consolidada
1–2 mcg/kg IV total; total ≤1 mcg/kg/h de tempo cirúrgico
DailyMed — Sufentanil 2026
1–2 mcg/kg IV; total ≤1 mcg/kg/h de tempo cirúrgico.
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Mecanismo em movimento
A sequência visual organiza o mecanismo já revisado no banco. O conteúdo farmacológico completo permanece logo abaixo.
Ir para conteúdoreceptor
Gi/o → ↓ Ca²⁺, ↑ K⁺ e ↓ nocicepção
Transdução
Gi/o → ↓ AMPc
Efeito clínico
Agonista μ de alta potência usado por via IV e em técnicas neuroaxiais específicas. Pequenos volumes tornam a validação de unidade, concentração e via especialmente crítica.
Mesmo mecanismo, outro contexto
Depressão ventilatória
Agonista μ de alta potência usado por via IV e em técnicas neuroaxiais específicas. Pequenos volumes tornam a validação de unidade, concentração e via especialmente crítica.
Referências do mecanismo
Referências e rastreabilidade
Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.
Meia-vida
Bula oficialA bula atual descreve meia-vida de eliminação de 164 min em adultos; o estudo original Gepts, com amostragem até 24 h, estimou fase terminal muito mais longa, ilustrando dependência do método.
Clinical Pharmacology; Gepts et al. 1995
Meia-vida contexto-sensível
Miller e BarashCresce com duração da administração, embora em muitos contextos permaneça mais favorável que fentanil. Não é constante como no remifentanil e não garante despertar rápido após dose alta.
Miller/Barash — opioid context-sensitive half-time
Ligação proteica
Bula oficialLigação plasmática aproximada de 93% em homens saudáveis, 91% em mães e 79% em neonatos; relacionada à α1-glicoproteína ácida.
Clinical Pharmacology — Distribution
Volume de distribuição
Artigo científicoModelo Gepts de três compartimentos estimou Vss amplo; a alta lipossolubilidade e distribuição periférica influenciam recuperação após exposição extensa.
Gepts et al. 1995 — model parameters
Metabolismo
Bula oficialBiotransformação ocorre principalmente no fígado e intestino delgado; CYP3A participa, mas o impacto clínico depende da exposição e associação.
Clinical Pharmacology — Metabolism
Eliminação
Bula oficialAproximadamente 80% da dose é excretada em 24 h; cerca de 2% como droga inalterada.
Clinical Pharmacology — Excretion
Renal Impairment
Insuficiência hepática
Bula oficialMetabolismo extenso justifica cautela e possível redução/titulação; monitorizar depressão respiratória, sedação e hipotensão.
Hepatic Impairment
Gestação
Bula oficialEpidural 10–15 mcg com bupivacaína é rotulada para trabalho de parto; doses maiores estudadas tiveram alterações neonatais. Via intratecal permanece dependente de protocolo/off-label.
Epidural Use in Labor and Delivery; Pregnancy
Somação de sedação, perda de tônus de via aérea, depressão ventilatória e efeitos cardiovasculares.
Relevância: Pode ocorrer apneia, obstrução, hipotensão, coma e morte.
Conduta: Reduzir e titular separadamente cada agente, titular devagar e monitorizar ventilação e hemodinâmica.
Gepts é o modelo clássico de três compartimentos; parâmetros foram definidos com amostragem prolongada. Uso é menos comum que TCI de propofol/remifentanil e pode mudar durante circulação extracorpórea.
A bula descreve 10–15 mcg combinados a 10 mL de bupivacaína 0,125% para parto. A dose e o volume epidurais completos não podem ser injetados intratecalmente.
Ensaios obstétricos mostram resposta a doses em microgramas, mas a via é distinta da indicação epidural da bula e exige protocolo especializado/off-label conforme jurisdição.
Agonistas μ são analgésicos/antinociceptivos. Mesmo quando reduzem a resposta a estímulo e a necessidade de hipnótico, não garantem inconsciência, amnésia ou imobilidade como agente único.
A ativação μ reduz a resposta dos centros respiratórios ao CO₂, diminui frequência e pode produzir padrão irregular, apneia, sedação e obstrução de via aérea.
Rigidez de tronco, mandíbula e musculatura respiratória pode dificultar ventilação. O risco cresce com dose e administração rápida, mas não se resume à expressão “parede torácica rígida”.
Naloxona antagoniza efeitos opioides, inclusive depressão respiratória, mas também pode reverter analgesia e precipitar dor, resposta simpática ou retirada em paciente dependente.
Exposição crônica pode alterar necessidade analgésica e produzir dependência física; isso é diferente de transtorno por uso de opioides e não autoriza multiplicador automático de dose.