Metadona | AnesBase
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Revisado

Opioides

Metadona

Agonista opioide de longa duração / antagonismo NMDA

IVVO
DosesMecanismoPK/PDEfeitosAjustesAlertasInteraçõesReferências

01 · Analgesia — regime de estudo

Regime perioperatório estudado
Baseado em regime de estudo no Miller

Faixa prática

20 mg IV foi avaliado em estudo perioperatório citado no Miller; não é preset universal

Miller

20 mg IV em estudo perioperatório citado; o regime não deve ser generalizado sem seleção do paciente.

  • A longa e variável meia-vida aumenta risco de depressão respiratória tardia; individualizar e monitorar.

02 · Paciente não tolerante a opioide — rotulagem dos EUA

Dor intensa — início parenteral
Fonte: DailyMed — Metadona injetável 2026

Faixa prática

2,5–10 mg IV a cada 8–12 horas, com titulação lenta conforme resposta na rotulagem consultada.

DailyMed — Metadona injetável 2026

2,5–10 mg IV a cada 8–12 horas, com titulação lenta conforme resposta na rotulagem consultada.

A cada 8–12 h

  • O pico de depressão respiratória pode ser tardio e prolongado.
  • Não usar este regime como conversão automática de outro opioide.
Calculadora

Resultado calculado

2,5–10 mg

Com os valores informados localmente

Mecanismo em movimento

Do alvo ao efeito de Metadona.

A sequência visual organiza o mecanismo já revisado no banco. O conteúdo farmacológico completo permanece logo abaixo.

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OpioideReceptor μGi/oAntinocicepçãoOpioideReceptor μGi/oAntinocicepção
01

receptor

μ-opioide

Gi/o → ↓ Ca²⁺, ↑ K⁺ e ↓ nocicepção

02

Transdução

O sinal muda

Gi/o → ↓ AMPc

03

Efeito clínico

Analgesia

Ativa receptores opioides, sobretudo μ, reduzindo transmissão nociceptiva e a resposta autonômica ao estímulo.

04

Mesmo mecanismo, outro contexto

Benefício e risco coexistem

Depressão ventilatória

Revisado e publicadoMiller + Barash

Mecanismo de ação

Ativa receptores opioides, sobretudo μ, reduzindo transmissão nociceptiva e a resposta autonômica ao estímulo.

DosesAlertasComparar mecanismos
AlvoReceptor μ
TransduçãoGi/o
Resultado↓ Nocicepção
Diagrama esquemático original; não representa escala anatômica ou molecular.
Alvo e mecanismo primário

Agonismo μ acoplado à proteína Gi/o, com menor adenilil ciclase, menor entrada de Ca²⁺ pré-sináptico e maior saída de K⁺ pós-sináptico.

receptor

μ-opioide · agonista

Gi/o → ↓ Ca²⁺, ↑ K⁺ e ↓ nocicepção. Analgesia

Vias e sítios de ação
Alertas de segurança ligados ao mecanismo
  • Depressão ventilatória pode persistir ou recorrer após antagonização; monitorizar adequadamente.

Referências do mecanismo

2 referênciasMillerBarash
Efeitos clínicos por sistema

Cardiovascular

Bula oficial

Pode prolongar QT e produzir torsades de pointes; hipotensão e bradicardia também podem ocorrer. Risco cresce com dose/exposição, eletrólitos e outros fármacos que prolongam QT.

Boxed warning; Warnings — QT prolongation

Respiratório

Bula oficial

O pico de depressão respiratória ocorre mais tarde e pode durar mais que o pico analgésico, criando risco de acúmulo e toxicidade após redoses.

Boxed warning — life-threatening respiratory depression

Neurológico / SNC

Bula oficial

Produz analgesia, sedação, miose, dependência física e retirada; não garante hipnose.

Clinical pharmacology; Warnings

Renal / hepático

Bula oficial

Metabolismo é hepático e complexo, com interações CYP; eliminação é variável. Rim e fígado exigem titulação e observação, não conversão automática.

Clinical pharmacology; drug interactions

Farmacocinética e farmacodinâmica

Início de ação

Miller e Barash

Analgesia não deve ser julgada apenas pelo início; a depressão respiratória pode atrasar-se em relação ao alívio inicial.

Miller/Barash — methadone

Pico

Bula oficial

Pico respiratório pode ocorrer mais tarde e persistir mais que o efeito analgésico percebido.

Boxed warning

Duração

Bula oficial

Duração longa e muito variável; o estado de equilíbrio pode levar dias, tornando redose precoce particularmente perigosa.

Dosage and administration

Ajustes e populações especiais

Idoso

Bula oficial

Iniciar e titular com cautela por maior sensibilidade e risco de acúmulo/ventilação.

Geriatric use

Obesidade

Miller e Barash

Não usar peso total como multiplicador sem protocolo validado; duração prolongada e OSA pesam mais que uma regra antropométrica genérica.

Miller/Barash — obesity

Insuficiência renal

Bula oficial

Não existe algoritmo universal; titular pela resposta e acompanhar sedação/ventilação.

Renal impairment

Interações importantes

Agonistas parciais ou agonistas-antagonistas opioides

Alerta

Podem reduzir analgesia de agonista pleno ou precipitar retirada em pessoa dependente.

Relevância: Resposta analgésica imprevisível e possível abstinência.

Conduta: Revisar exposição crônica e plano perioperatório; não compensar automaticamente com dose maior.

Fármacos serotoninérgicos

Alerta

A associação pode aumentar o risco de síndrome serotoninérgica.

Relevância: Alteração neuromuscular, autonômica e do estado mental requer reconhecimento precoce.

Conduta: Revisar coadministrações e diagnóstico diferencial; não aplicar alerta genérico sem contexto.

Relações clínicas

Monitorização relacionada

  • Capnografia
  • BIS / EEG processado
  • Oximetria

Técnicas relacionadas

  • Analgesia multimodal
  • Técnicas poupadoras de opioide
  • Sedação / MAC

Anestesias complexas relacionadas

  • Obesidade
  • OSA

Referências e rastreabilidade

7 referênciasMillerBarashDailyMed+4
Apresentações e formulações

Confirme fabricante, concentração, excipientes e rotulagem da apresentação realmente disponível.

Methadone Hydrochloride Injection

Estados Unidos

Solução injetável IV/IM/SC · 10 mg/mL

Frasco multidose de 20 mL na apresentação consultada

Cloridrato de metadona

Referência internacional; confirmar disponibilidade e formulação brasileiras.

Vias, usos e status regulatório

IV/IM/SC · Dor intensa selecionada

Revisado

Indicação rotulada com titulação individual.

Estados Unidos · DailyMed — Methadone injection

Parenteral · Manutenção temporária de dependência opioide quando via oral não é possível

Revisado

Uso restrito a contexto/programa autorizado conforme rotulagem.

Estados Unidos · DailyMed — Methadone injection

Contextos clínicos, segurança e controvérsias

Metadona e QT

Tópico clínicoBula oficial

QT prolongado não é um detalhe de classe: é uma particularidade central da Metadona.

  • •Avaliar história, ECG e eletrólitos conforme risco.
  • •Revisar outras drogas que prolongam QT.
  • •Não converter esse alerta em contraindicação universal.

Conversão não linear

Tópico clínicoBula oficial

A conversão de outros opioides para Metadona é altamente variável e não deve ser tratada como regra de três.

Comparação clínica

Metadona × Morfina

Mecanismo
Ambas são agonistas μ; a Metadona tem farmacologia adicional e eliminação muito mais variável.
Hemodinâmica
Metadona acrescenta preocupação específica com QT/torsades; ambas podem causar hipotensão e depressão ventilatória.
Diferença prática
Conversão para Metadona é não linear e exige experiência, monitorização e titulação; não usar equivalência fixa.
Evidência
Comparação qualitativa; nenhuma dose é derivada automaticamente.
Alertas de segurança
  • Não usar regra de três ou fator fixo para converter outro opioide em Metadona.
  • Pico e duração respiratórios podem ultrapassar o efeito analgésico percebido, favorecendo acúmulo.
  • Revisar ECG conforme risco, eletrólitos, cardiopatia e fármacos que prolongam QT.
  • Continuar a dose verificada não elimina a necessidade de um plano separado para dor aguda.

Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

  • Corno dorsal da medula
  • Tronco encefálico
  • Circuitos supraespinais
  • Gi/o → ↓ AMPc
  • ↓ liberação de neurotransmissores nociceptivos
Início, duração e metabolismo

Início: Equilíbrio plasma–sítio de efeito e lipossolubilidade governam o início.

Duração: Redistribuição, metabolismo e meia-vida contexto-sensível definem a duração.

Metabolismo: A via metabólica e metabólitos ativos distinguem acúmulo e duração entre opioides.

Efeitos clínicos
  • Analgesia
  • Atenuação da resposta ao estímulo
  • Sedação
Efeitos adversos e racional
  • Depressão ventilatória
  • Bradicardia
  • Rigidez de parede torácica em administração rápida de altas doses
  • Maior risco com apneia do sono, fragilidade e associação com sedativos.
Interações mecanísticas
Fármacos associados: Sinergismo com hipnóticos e anestésicos inalatórios aumenta depressão ventilatória e hipnose. Conduta: Titular, monitorizar e revisar o plano anestésico.
Populações e variabilidade
  • Gestação, extremos de idade e fragilidade alteram farmacocinética e sensibilidade farmacodinâmica; individualizar e monitorizar.
  • Exposição repetida, regulação de receptores e alterações farmacocinéticas podem modificar a resposta; titular pelo efeito clínico.
Pérolas e limitações
  • Separar analgesia de hipnose e titular ao estímulo.
  • A relação entre mecanismo molecular e resposta clínica não é totalmente linear.
  • Associações anestésicas e comorbidades podem predominar sobre o efeito isolado.

Meia-vida

Bula oficial

Meia-vida é longa e variável entre indivíduos; não usar um único valor para calcular intervalo perioperatório.

Clinical pharmacology

Meia-vida contexto-sensível

Miller e Barash

Acúmulo após doses repetidas é clinicamente relevante e não se comporta como remifentanil ou fentanil em bolus único.

Miller/Barash — contextual recovery

Ligação proteica

Miller e Barash

Ligação proteica e distribuição variáveis contribuem para heterogeneidade interindividual.

Miller/Barash — PK

Volume de distribuição

Miller e Barash

Grande distribuição tecidual contribui para eliminação prolongada.

Miller/Barash — PK

Metabolismo

Bula oficial

Metabolismo hepático envolve múltiplas enzimas, incluindo CYP3A4, CYP2B6, CYP2C19, CYP2C9 e CYP2D6. Inibidores e indutores podem elevar toxicidade ou reduzir concentração e precipitar retirada.

Drug Interactions; Clinical Pharmacology

Eliminação

Bula oficial

Eliminação urinária e fecal varia com exposição e pH; não sustenta ajuste automático simples.

Clinical pharmacology

Insuficiência hepática

Bula oficial

Metabolismo hepático pode ser reduzido; iniciar/titular com cautela e ampliar observação.

Hepatic impairment

Gestação

Bula oficial

Tratamento de OUD na gestação não deve ser interrompido de forma improvisada; exposição prolongada pode causar retirada neonatal.

Pregnancy; opioid dependence

Inibidores/indutores enzimáticos

Alerta

Podem elevar toxicidade ou reduzir efeito e precipitar retirada.

Relevância: Resposta bidirecional e variável.

Conduta: Revisar todos os medicamentos e monitorizar após iniciar, suspender ou alterar coadministração.

Benzodiazepínicos, hipnóticos, álcool e outros depressores do SNC

Crítico

Somação de sedação, perda do tônus de via aérea e depressão ventilatória/hemodinâmica.

Relevância: Pode causar sedação profunda, obstrução, apneia, hipotensão, coma e morte.

Conduta: Titular separadamente, monitorizar ventilação e manter capacidade de resgate.

Fármacos que prolongam QT ou alteram eletrólitos

Crítico

Somação do prolongamento de repolarização e fatores de risco.

Relevância: Maior risco de torsades.

Conduta: Revisar ECG, eletrólitos, dose/exposição e coadministrações conforme contexto.

Dor crônica
  • •Tolerância cruzada é incompleta.
  • •É mais seguro subestimar e titular com resgate do que superestimar.
  • •A página não oferece calculadora equianalgésica automática.
  • Paciente em manutenção

    Tópico clínicoBula oficial

    A dose de manutenção evita abstinência, mas não deve ser presumida suficiente para dor cirúrgica aguda.

    • •Confirmar dose e programa prescritor.
    • •Evitar interrupção não coordenada.
    • •Planejar analgesia adicional e alta de modo multiprofissional.

    Analgesia não é hipnose

    Tópico clínicoMiller e Barash

    O efeito opioide é predominantemente analgésico/antinociceptivo. Não garante inconsciência, amnésia ou imobilidade.

    • •BIS não mede diretamente analgesia.
    • •Resposta motora, autonômica e memória são desfechos diferentes.
    • •Associação com hipnótico eleva risco respiratório e cardiovascular.

    Ventilação e via aérea

    Efeito adversoBula oficial

    Ativação μ reduz a resposta ventilatória ao CO₂, pode diminuir frequência respiratória e produzir padrão irregular, sedação, obstrução ou apneia.

    • •O risco depende de dose, velocidade, idade, OSA e associações.
    • •Oxigênio suplementar pode retardar a queda de SpO₂ apesar de hipoventilação.
    • •A avaliação exige observação clínica e capnografia quando indicada.

    Tolerância, dependência física e OUD

    PrecauçãoBula oficial

    Tolerância, dependência física e transtorno por uso de opioides são conceitos diferentes e não devem ser usados como sinônimos.

    • •Não aplicar multiplicador automático de dose.
    • •Evitar retirada abrupta de terapia crônica sem plano.
    • •Integrar analgesia multimodal, regional e coordenação com a equipe assistente.

    Antagonização com Naloxona

    MonitorizaçãoBula oficial

    Naloxona pode reverter depressão respiratória, mas também analgesia, e pode precipitar dor, resposta simpática ou retirada.

    • •Via aérea e ventilação não devem aguardar o antagonista.
    • •Pode ocorrer renarcotização quando o opioide dura mais que a Naloxona.
    • •Titular ao objetivo clínico e manter reavaliação.

    QT, torsades e avaliação de risco

    MonitorizaçãoGuideline externo

    Prolongamento de QT e torsades são riscos específicos da Metadona, modulados por exposição, história cardíaca, eletrólitos e coadministrações.

    • •Corrigir hipocalemia e hipomagnesemia quando presentes.
    • •Revisar outros fármacos que prolongam QT ou alteram o metabolismo.
    • •A estratégia de ECG deve ser baseada em risco; o painel SAMHSA não alcançou consenso para rastreamento universal de todos.

    Conversão é não linear

    PrecauçãoBula oficial

    A relação equianalgésica entre opioides e Metadona muda com a exposição prévia e apresenta ampla variabilidade interindividual.

    • •Não existe regra de três segura.
    • •Tolerância cruzada é incompleta.
    • •O site deliberadamente não oferece calculadora automática de conversão para Metadona.

    Analgesia e depressão respiratória têm tempos diferentes

    Efeito adversoBula oficial

    O efeito depressor respiratório pode atingir pico mais tarde e persistir mais que a analgesia percebida, favorecendo redose precoce e acúmulo.

    • •Estado de equilíbrio leva tempo.
    • •Observar ventilação, sedação e dose cumulativa.
    • •Naloxona pode ter duração menor, exigindo reavaliação.

    Metadona de manutenção no perioperatório

    População especialArtigo científico

    A dose habitual verificada deve em geral ser continuada, em coordenação com o programa prescritor; ela previne abstinência, mas não deve ser presumida suficiente para dor cirúrgica.

    • •Confirmar dose e último horário com fonte confiável.
    • •Planejar analgesia adicional multimodal e, quando indicado, regional.
    • •Coordenar alta e evitar duplicidade de prescrição.

    Interações metabólicas bidirecionais

    PrecauçãoBula oficial

    Iniciar ou suspender inibidores/indutores pode alterar concentração de Metadona, ventilação, analgesia ou estabilidade da manutenção.

    • •Revisar todos os medicamentos.
    • •Monitorizar após mudanças, não apenas no primeiro dia.
    • •CYP2D6 isoladamente não sustenta prescrição farmacogenética segundo CPIC.

    Dose única perioperatória

    Off-labelMiller e Barash

    Regimes perioperatórios estudados não devem ser convertidos em preset universal: seleção, duração do procedimento, coanalgésicos e monitorização modificam risco-benefício.

    • •Registrar que se trata de regime de estudo quando aplicável.
    • •Não extrapolar para manutenção de OUD.
    • •Planejar vigilância respiratória pós-operatória proporcional ao contexto.

    Referência e ferramentas para anestesiologia.

    Plataforma de anestesiologia para consulta clínica, estudo, referência e ferramentas perioperatórias.

    Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

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    Conteúdo clínico em revisão contínua, apoiado por Miller, Barash, guidelines e fontes regulatórias quando aplicável.

    Versão 0.1.0 · revisão contínua

    © 2026 AnesBase

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