DPE — peridural com punção dural | AnesBase
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DPE — peridural com punção dural

Técnica epidural com punção dural intencional, sem administração intratecal planejada.

Conteúdo parcialmente revisado · Revisado em 2026-09-18

Monitorização Via aérea

Auditoria de completude

95% dos critérios clínicos preenchidos

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Resumo prático
  • Punção dural intencional seguida de cateter epidural, sem dose intratecal planejada.
  • Pode melhorar alguns desfechos de qualidade da analgesia obstétrica, mas o ganho médio é variável e não torna a técnica universalmente superior.
  • A dose continua sendo epidural; DPE não deve ser documentada ou tratada como CSE.
Indicações
  • Considerar sobretudo em analgesia de parto quando a confirmação da linha média e a qualidade sacral do bloqueio possam agregar valor.

Mapa mental da técnica

Do fundamento à recuperação

Uma leitura sequencial para conectar mecanismo, fisiologia, execução e transição sem transformar o conteúdo em receita fixa.

  1. 01 · Fundamento

    O que a técnica pretende produzir

    • Punção dural com agulha espinhal confirma a linha média e pode modificar a disseminação epidural sem injeção intratecal deliberada.
    • Não é CSE: no DPE não há administração intratecal planejada.
  2. 02 · Fisiologia

    O que muda no paciente

    • A fenestra dural pode facilitar passagem limitada de fármaco epidural, com magnitude dependente de técnica e calibre.
  3. 03 · Execução

    Como a estratégia progride

    • Identificar espaço, realizar punção dural controlada sem injetar, posicionar cateter e titular epidural.
  4. 04 · Transição

    Como manter, recuperar e reavaliar

    • Avaliar simetria, sacralidade, função do cateter e cefaleia pós-punção.
Princípios e objetivos
  • Punção dural com agulha espinhal confirma a linha média e pode modificar a disseminação epidural sem injeção intratecal deliberada.
  • Não é CSE: no DPE não há administração intratecal planejada.
Fisiologia aplicada
  • A fenestra dural pode facilitar passagem limitada de fármaco epidural, com magnitude dependente de técnica e calibre.
Farmacologia aplicada
  • A solução continua sendo administrada pelo cateter epidural; doses permanecem epidurais.
O que esta técnica não faz
  • Não é universalmente superior à epidural nem equivalente à CSE.
Contraindicações / cautelas
  • Aplicam-se as contraindicações e cautelas da técnica neuroaxial; risco-benefício deve incluir antitrombóticos, infecção, recusa, anatomia e capacidade de resgate.
Pré-requisitos
  • Consentimento específico, revisão de antitrombóticos, assepsia, monitorização, material epidural e espinhal e plano para falha.
Preparação
  • Definir por que DPE é preferido à epidural convencional e manter plano de falha/conversão.
Execução conceitual
  • Identificar espaço, realizar punção dural controlada sem injetar, posicionar cateter e titular epidural.
Passo a passo
  • Identificar o espaço epidural, confirmar punção dural controlada com agulha espinhal sem injetar fármaco intratecal e posicionar o cateter epidural.
  • Administrar e titular somente a solução epidural, testando extensão, simetria e cobertura sacral.
Monitorização
  • Monitorização neuroaxial e obstétrica proporcional ao contexto, com avaliação seriada de dor, nível, força motora e hemodinâmica.
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Via aérea
  • Manter plano de via aérea e conversão para anestesia geral conforme urgência e risco obstétrico.
Abrir Via Aérea
Ventilação
  • Ventilação espontânea é esperada durante analgesia; sedação ou bloqueio alto exigem reconhecimento e suporte imediato.
Abrir Ventilação
Drogas relacionadas
  • Consultar anestésicos locais e adjuvantes epidurais no módulo Drogas; não transpor doses intratecais.
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Ajustes por contexto
  • Individualizar em obesidade, escoliose, cirurgia prévia de coluna, urgência obstétrica e maior risco de falha do cateter.
Manutenção e recuperação
  • Avaliar simetria, sacralidade, função do cateter e cefaleia pós-punção.
Populações e contextos especiais
  • Evidência concentra-se em analgesia obstétrica; extrapolação para outros contextos deve ser cautelosa.
Complicações
  • Falha ou assimetria, punção dural não intencional com agulha epidural, cefaleia pós-punção, hipotensão, bloqueio alto, hematoma, infecção e toxicidade conforme exposição.
Falha da técnica / resgate
  • Distinguir tempo insuficiente, falha territorial e cateter disfuncional; limitar bolos cumulativos e migrar para alternativa preparada quando necessário.
Alertas de segurança
  • DPE não inclui administração intratecal deliberada.
  • Benefícios médios descritos em obstetrícia não devem ser extrapolados automaticamente para outros contextos.
Síntese da evidência
  • Meta-análise do British Journal of Anaesthesia de 2025 encontrou vantagens médias em alguns desfechos frente à epidural convencional, mas com heterogeneidade importante e relevância clínica variável; benefício depende de desfecho, agulha e protocolo.
Integrações clínicas
MonitorizaçãoDrogas anestésicas

Referências e status editorial

4 referênciasMillerBarashASRA+1
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Versão 0.1.0 · revisão contínua

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