Visualização educacional ilustrando índice BIS, EEG bruto, espectro e espectrograma. O valor é demonstrativo e não representa um paciente.
Espectrograma · tempo × frequência
01
Índice processado
O número é a síntese.
BIS é um índice proprietário de 0 a 100 derivado do EEG frontal. A faixa 40–60 é uma referência de fabricante frequentemente utilizada durante anestesia geral, não uma meta universal nem garantia de inconsciência, analgesia, imobilidade ou ausência de awareness.
02
Fundamentos
O sinal vem antes do índice.
O EEG frontal registra diferenças de potencial elétrico no couro cabeludo. Monitores processados transformam segmentos desse sinal em índices, tendências e representações tempo–frequência; eles não medem consciência, dor ou dose anestésica diretamente.
03
EEG bruto
Bandas de frequência são descritores, não diagnósticos isolados
Delta, theta, alfa, beta e gama organizam o espectro por faixas. Seus limites variam ligeiramente entre convenções; padrão, topografia e evolução temporal importam mais que uma banda isolada.
04
Tempo–frequência
Espectro, espectrograma e SEF
O espectro mostra como a potência está distribuída pelas frequências em uma janela. O espectrograma repete essa análise ao longo do tempo: frequência no eixo vertical, tempo no horizontal e potência representada por cor. SEF é a frequência abaixo da qual se concentra uma proporção definida da potência total.
Alterne entre padrões esquemáticos. Os números são didáticos e não representam um paciente nem uma recomendação clínica.
EEG bruto Espectro esquemático
Espectrograma / DSA
PassadoTempo →
Fundamentos
O sinal vem antes do número
O EEG frontal registra diferenças de potencial elétrico no couro cabeludo. Monitores processados transformam segmentos desse sinal em índices, tendências e representações tempo–frequência; eles não medem consciência, dor ou dose anestésica diretamente.
Amplitude descreve o tamanho do sinal, habitualmente em microvolts.
Frequência descreve quantas oscilações ocorrem por segundo, em hertz.
A interpretação segura combina EEG bruto, espectrograma, qualidade do sinal, EMG, supressão, fármacos, idade e contexto clínico.
EEG bruto
Bandas de frequência são descritores, não diagnósticos isolados
Delta, theta, alfa, beta e gama organizam o espectro por faixas. Seus limites variam ligeiramente entre convenções; padrão, topografia e evolução temporal importam mais que uma banda isolada.
Delta: atividade lenta, aproximadamente 0,5–4 Hz.
Theta: aproximadamente 4–8 Hz.
Alfa: aproximadamente 8–12 Hz; sob propofol ou voláteis, atividade alfa frontal pode ser proeminente.
Beta: aproximadamente 12–25 Hz; aumento transitório pode acompanhar ativação ou estímulo.
Gama: frequências mais altas, particularmente vulneráveis a contaminação por EMG.
Tempo–frequência
Espectro, espectrograma e SEF
O espectro mostra como a potência está distribuída pelas frequências em uma janela. O espectrograma repete essa análise ao longo do tempo: frequência no eixo vertical, tempo no horizontal e potência representada por cor. SEF é a frequência abaixo da qual se concentra uma proporção definida da potência total.
Use a tendência para reconhecer transições graduais, estímulos, artefatos e supressão.
Confirme a escala de cores e o intervalo de frequência do aparelho antes de comparar telas.
SEF50 e SEF95 não são equivalentes e dependem do algoritmo e da janela de análise.
Índices
BIS, qCON e qNOX sem falsas equivalências
BIS · leitura contextual
100Vigília
60Limite superior da faixa de referência do fabricante
40Limite inferior da faixa de referência do fabricante
0Silêncio elétrico
A escala é contínua e o algoritmo é proprietário. As descrições intermediárias são referências técnicas, não diagnósticos de consciência.
Índice processado
BIS: leia o índice junto com SQI, EMG, SR e EEG
BIS é um índice proprietário de 0 a 100 derivado do EEG frontal. A faixa 40–60 é uma referência de fabricante frequentemente utilizada durante anestesia geral, não uma meta universal nem garantia de inconsciência, analgesia, imobilidade ou ausência de awareness.
SQI expressa a qualidade calculada do sinal; índice com SQI inadequado merece desconfiança.
EMG frontal pode elevar ou distorcer o índice; bloqueio neuromuscular pode reduzir EMG e diminuir o valor sem alterar consciência.
SR/BSR resume a proporção de supressão na janela do aparelho. Supressão inesperada pede revisão de anestésicos, perfusão, temperatura e vulnerabilidade cerebral.
Atraso de processamento significa que o número pode responder depois da mudança clínica.
Não perseguir cegamente um único valor. Verifique primeiro paciente, fármacos, sinal bruto, qualidade e tendência.
Comparador de dispositivos
O que cada plataforma entrega
Nomes, escalas e saídas pertencem a algoritmos diferentes. A descrição técnica do fabricante é identificada e não substitui validação independente.
BIS
Descrição técnica + limites independentes
Índice BIS (0–100)
EEG brutoSQIEMGSR
Faixa 40–60 é referência do fabricante frequentemente usada em anestesia geral; interpretar como contexto, não como garantia.
Limites: Algoritmo proprietário, latência, EMG, bloqueio neuromuscular, idade e assinatura do fármaco.
CONOX
Descrição técnica + limites independentes
qCON e qNOX (0–99)
EEG brutoEspectrogramaSQIEMG
Estímulo nocivo
Respostas relacionadas à nocicepção no EEG
Beta arousal, paradoxical delta arousal e alpha dropout são padrões descritos durante estímulo nocivo. Eles podem ajudar a reconhecer mudança de estado, mas não diagnosticam dor nem definem isoladamente a necessidade de opioide.
Beta arousal: aumento de atividade rápida após estímulo.
Paradoxical delta arousal: aumento de atividade lenta em vez da resposta rápida esperada.
Alpha dropout: redução transitória da potência alfa frontal.
Movimento, EMG, alteração hipnótica e hemodinâmica podem produzir sinais concorrentes.
Farmacologia visual
Assinaturas dependem do anestésico
Propofol e agentes voláteis costumam produzir padrões lentos e alfa frontal dose-dependentes. Dexmedetomidina pode lembrar sono não REM. Cetamina e óxido nitroso podem aumentar atividade rápida e desafiar relações simples entre índice e hipnose. Opioides alteram a resposta ao estímulo mais do que oferecem uma assinatura hipnótica única.
Propofol
Lentificação e oscilação alfa frontal; supressão em exposição profunda.
A tendência do espectrograma pode acompanhar transições de estado.
Cuidado: Idade reduz potência; índice isolado pode ocultar padrão frágil.
Voláteis
Padrões lentos e alfa dependentes de concentração, com variações entre agentes.
Integrar com concentração expirada e CAM ajustada por idade.
Cuidado: CAM e pEEG avaliam dimensões diferentes.
Dexmedetomidina
Oscilações lentas e fusos que podem lembrar sono não REM.
O padrão não deve ser interpretado como equivalente ao propofol.
Cuidado: Resposta a comando pode persistir em sedação.
Cetamina
Pode aumentar atividade beta/gama e produzir dinâmica diferente de GABAérgicos.
Alguns índices podem subir apesar de efeito dissociativo.
Cuidado: Não interpretar aumento automático como anestesia insuficiente.
Populações
Idade, pediatria e cérebro vulnerável
Com o envelhecimento, a potência do EEG durante anestesia tende a diminuir, especialmente na banda alfa, e índices derivados podem representar padrões diferentes dos observados em adultos jovens. Algoritmos também têm limitações em lactentes e crianças pequenas.
Em idosos ou frágeis, examine potência, organização espectral e supressão além do índice.
Burst suppression pode sinalizar anestesia excessiva para aquele cérebro ou alteração fisiológica, mas não deve ser atribuído automaticamente a uma única causa.
Na pediatria, confirme faixa etária validada, sensor e limitações específicas do fabricante.
Desfechos
Awareness e delirium: utilidade contextual, não promessa
Monitorização cerebral pode ser útil em situações selecionadas, especialmente quando sinais convencionais são pouco informativos. Estudos sobre orientação por pEEG e delirium são heterogêneos; associações entre supressão e delirium não demonstram, por si, causalidade ou benefício universal da titulação por índice.
Para risco de awareness, combine avaliação de risco, checagem de equipamento e entrega de anestésico, monitorização convencional e julgamento clínico.
Para delirium, evite alegar prevenção garantida; use o EEG para reconhecer padrões potencialmente modificáveis dentro de uma estratégia perioperatória mais ampla.
Segurança do sinal
Artefatos e troubleshooting em cinco passos
Quando índice e clínica divergem: avalie o paciente, confirme sensor e impedância/qualidade, observe EEG bruto e EMG, procure interferência e só então interprete o algoritmo.
EMG frontal, movimento e manipulação do sensor.
Eletrocautério, aquecimento por ar forçado, marca-passo e outros equipamentos elétricos.
Mau contato, eletrodo seco, posição inadequada ou assimetria.
Hipoperfusão, hipotermia, alterações metabólicas e fármacos fora do padrão de treinamento do algoritmo.
Latência, suavização e janela móvel podem atrasar mudanças exibidas.
Integração
EEG processado e NIRS não são substitutos
EEG/pEEG descreve atividade elétrica cortical e seus derivados. NIRS estima oxigenação regional do tecido sob o sensor. Uma alteração pode ocorrer sem mudança paralela na outra; ambas exigem correlação com hemodinâmica, ventilação e contexto.
À beira do leito
Guia prático: índice inesperado
Uma sequência curta evita respostas automáticas a um algoritmo.
1
Paciente
Consciência possível, sinais vitais, movimento e evento atual.
2
Entrega
Droga, vaporizador, bomba, linha e acesso venoso.
3
Sinal
Sensor, SQI/impedância, EEG bruto e assimetria.
4
Interferência
EMG, cautério, aquecedor, movimento e NMB.
5
Contexto
Idade, fármaco, estímulo, latência e tendência.
Modo estudo
Glossário essencial
EEG bruto
Traçado elétrico não resumido pelo índice proprietário.
Potência
Quantidade de energia do sinal em uma frequência ou faixa.
Espectro
Distribuição de potência pelas frequências em uma janela.
Espectrograma / DSA
Distribuição de potência por frequência ao longo do tempo.
SEF
Frequência abaixo da qual se encontra uma fração definida da potência.
SQI
Indicador calculado de qualidade do sinal.
EMG
Atividade muscular que pode contaminar frequências rápidas do EEG.
SR / BSR
Proporção de tempo/épocas classificados como supressão pelo dispositivo.
Referências e rastreabilidade
14 referênciasMillerBarashASA+11
BIS não é consciência
É um índice derivado do EEG, sujeito a artefatos, algoritmo, idade e fármaco.
qNOX não é dor
É uma estimativa algorítmica de resposta; não mede nocicepção ou analgesia diretamente.
NMB não é hipnose
Paralisia remove movimento e pode reduzir EMG/índices sem produzir inconsciência.
Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.
CONOX
qCON e qNOX respondem a perguntas diferentes — e têm limites
qCON é um índice derivado do EEG destinado a acompanhar o componente hipnótico. qNOX é descrito pelo fabricante como estimativa de probabilidade de resposta a estímulo nocivo; não é medição direta de dor, nocicepção ou analgesia.
Interpretar qCON com EEG bruto, espectrograma, BSR, EMG e SQI.
Interpretar qNOX como sinal complementar e não como alvo analgésico autônomo.
Bloqueio neuromuscular pode reduzir ambos os índices mesmo em vigília; não inferir inconsciência a partir do número isolado.
qCON e BIS usam algoritmos diferentes. Valores numericamente parecidos não são intercambiáveis.
BSR
SEF
qCON acompanha hipnose; qNOX estima probabilidade de resposta a estímulo nocivo segundo o fabricante.
Limites: qNOX não mede dor; qCON/qNOX podem cair com bloqueio neuromuscular em vigília.
Entropy
Revisão independente
State Entropy / Response Entropy
EEG frontalComponente de alta frequência/EMG
Índices derivados de entropia; conferir faixa, atualização e artefatos no manual do equipamento disponível.
Limites: Não é numericamente intercambiável com BIS, qCON ou PSI.
SedLine / PSI
Revisão independente
Patient State Index
EEG multicanalDSASREMG
Oferece índice e visualização tempo–frequência; usar limites e sensores validados pelo fabricante.
Limites: Algoritmo e escala próprios; não converter diretamente para outro índice.
Óxido nitroso
Assinatura variável e relação não linear com alguns índices.
Interpretar junto com outros agentes e sinais.
Cuidado: O índice pode sub-representar seu efeito clínico.
Opioides
Modulam resposta ao estímulo sem oferecer índice direto de analgesia.
Avaliar estímulo, autonômicos, ventilação e estratégia analgésica.
Cuidado: BIS, qCON e qNOX não substituem avaliação clínica de nocicepção.
Burst suppression
Alternância entre surtos de atividade e períodos de supressão.
Latência
Atraso entre mudança fisiológica e resultado processado exibido.