Fentanil | AnesBase
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Revisado

Opioides

Fentanil

Opioide sintético agonista μ altamente lipofílico

Nome comercial cadastrado: Fentanyl Citrate Injection (vários fabricantes)

EpiduralIV
DosesMecanismoPK/PDEfeitosTCI/IACAjustesAlertasInteraçõesReferências

01 · Procedimento menor doloroso

Analgesia perioperatória — dose baixa
Bula oficial atual

Dose consolidada

2 mcg/kg IV

DailyMed — Fentanyl 2026

2 mcg/kg IV no esquema de dose baixa da bula.

Calculadora
kg

Entrada local para este cálculo.

Resultado calculado

Informe o peso

Nenhum cálculo é executado sem uma entrada válida.

dose em mcg/kg × peso = dose em mcg

02 · Cirurgia maior com ventilação controlada

Adjuvante de anestesia geral — dose moderada
Bula oficial atual

Dose consolidada

2–20 mcg/kg IV

DailyMed — Fentanyl 2026

2–20 mcg/kg IV como dose total moderada.

  • Esperar depressão respiratória com necessidade de ventilação artificial e observação pós-operatória.
Calculadora
kg

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Resultado calculado

Informe o peso

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dose em mcg/kg × peso = dose em mcg

03 · Cirurgia cardíaca/neuro/ortopédica selecionada

Dose alta / anestesia baseada em opioide
Bula oficial — contexto histórico e especializado

Dose consolidada

20–50 mcg/kg IV; rotulagem cita até 100–150 mcg/kg em técnica anestésica com oxigênio

DailyMed — Fentanyl 2026

20–50 mcg/kg IV; 50–100 mcg/kg (até 150 mcg/kg em casos) no contexto anestésico rotulado.

  • Não é recomendação rotineira. Exige intubação, ventilação e previsão de ventilação pós-operatória.
Calculadora
kg

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Resultado calculado

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dose em mcg/kg × peso = dose em mcg

04 · Sinais de estresse/analgesia insuficiente

Bolus suplementar intraoperatório
Bula oficial atual

Dose consolidada

25–100 mcg IV conforme dose inicial e tempo restante

DailyMed — Fentanyl 2026

25–100 mcg IV/IM conforme necessidade no esquema moderado.

  • Considerar dose total, acúmulo e duração remanescente.
Calculadora

Resultado calculado

25–100 mcg

Com os valores informados localmente

05 · Crianças 2–12 anos na rotulagem consultada

Indução/manutenção pediátrica
Bula oficial atual

Dose consolidada

2–3 mcg/kg IV

DailyMed — Fentanyl 2026

2–3 mcg/kg IV em crianças de 2–12 anos.

  • Segurança/eficácia abaixo de 2 anos não estabelecida nessa bula.
Calculadora
kg

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Resultado calculado

Informe o peso

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dose em mcg/kg × peso = dose em mcg

06 · Adjuvante neuroaxial/obstétrico

Fentanil epidural
Evidência especializada — protocolo obrigatório

Dose consolidada

Dose depende da solução, anestésico local, técnica e protocolo; não há dose universal publicada automaticamente

Capogna et al. 2003

Estudo dose-resposta epidural; consultar artigo e protocolo antes de prescrever.

  • A literatura de parto contém esquemas de estudo; não extrapolar como padrão universal.

07 · Adjuvante neuroaxial

Fentanil intratecal
Off-label / protocolo especializado

Dose consolidada

Não há dose universal cadastrada; selecionar indicação e protocolo referenciado

ASA — neuraxial opioids

Usar a menor dose eficaz conforme protocolo; guideline não define dose universal.

  • Não reutilizar dose epidural por via intratecal.

Mecanismo em movimento

Do alvo ao efeito de Fentanil.

A sequência visual organiza o mecanismo já revisado no banco. O conteúdo farmacológico completo permanece logo abaixo.

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OpioideReceptor μGi/oAntinocicepçãoOpioideReceptor μGi/oAntinocicepção
01

receptor

μ-opioide

Gi/o → ↓ Ca²⁺, ↑ K⁺ e ↓ nocicepção

02

Transdução

O sinal muda

Gi/o → ↓ AMPc

03

Efeito clínico

Analgesia

Agonista μ muito lipofílico. Redistribuição pode abreviar o efeito de um bolus, enquanto doses repetidas ou infusão acumulam em músculo e gordura e prolongam recuperação.

04

Mesmo mecanismo, outro contexto

Benefício e risco coexistem

Depressão ventilatória

Revisado e publicadoMiller + Barash

Mecanismo de ação

Agonista μ muito lipofílico. Redistribuição pode abreviar o efeito de um bolus, enquanto doses repetidas ou infusão acumulam em músculo e gordura e prolongam recuperação.

DosesAlertasComparar mecanismos
AlvoReceptor μ
TransduçãoGi/o
Resultado↓ Nocicepção
Diagrama esquemático original; não representa escala anatômica ou molecular.
Alvo e mecanismo primário

Agonismo μ acoplado à proteína Gi/o, com menor adenilil ciclase, menor entrada de Ca²⁺ pré-sináptico e maior saída de K⁺ pós-sináptico.

receptor

μ-opioide · agonista

Gi/o → ↓ Ca²⁺, ↑ K⁺ e ↓ nocicepção. Analgesia

Vias e sítios de ação
Alertas de segurança ligados ao mecanismo
  • Depressão ventilatória pode persistir ou recorrer após antagonização; monitorizar adequadamente.

Referências do mecanismo

2 referênciasMillerBarash
Efeitos clínicos por sistema

Cardiovascular

Bula oficial

Pode produzir bradicardia e depressão cardiovascular/hipotensão, especialmente com benzodiazepínicos, hipnóticos, hipovolemia e dose anestésica. Liberação de histamina não é o mecanismo dominante.

Warnings — severe cardiovascular depression; Drug Interactions

Respiratório

Bula oficial

Reduz resposta dos centros respiratórios ao CO₂; o pico depressor após dose IV única ocorre em 5–15 min e a sensibilidade ao CO₂ pode permanecer deprimida além do efeito analgésico percebido.

Clinical Pharmacology — CNS/Respiratory; Warnings

Neurológico / SNC

Bula oficial

Analgesia, sedação e miose são dose-dependentes. Pode reduzir resposta autonômica e necessidade de outros anestésicos, mas não garante amnésia/consciência ausente; rigidez e movimentos podem ocorrer.

Clinical Pharmacology; Warnings

Renal / hepático

Bula oficial

Metabolismo hepático extensivo, com eliminação urinária predominantemente de metabólitos. Cautela em disfunção hepática/renal e monitorização de sedação, hipotensão e ventilação.

Clinical Pharmacology; Hepatic/Renal Impairment

Farmacocinética e farmacodinâmica

Início de ação

Bula oficial

Distribuição rápida e alta lipossolubilidade favorecem início após IV; o pico depressor respiratório pode ser posterior ao efeito analgésico inicial.

Clinical Pharmacology — Pharmacodynamics

Pico

Bula oficial

Pico de depressão respiratória 5–15 min após uma dose IV única na bula consultada; administrar lentamente e observar antes de redose.

Clinical Pharmacology — Effects on respiratory system

Duração

Bula oficial

Após bolus, redistribuição pode abreviar o efeito clínico; repetição/infusão saturam músculo e gordura e prolongam recuperação.

Clinical Pharmacology — Distribution

TCI / IAC

Infusão alvo-controlada

O modelo Shafer descreve administração computadorizada e é listado pelo Miller, mas TCI de fentanil é muito menos rotineiro que propofol ou remifentanil.

Modelo PK/PD descritoModelo PK/PD revisado · uso TCI raro

Como interpretar

O sistema estima a concentração plasmática; o acúmulo e o tempo contexto-sensível do fentanil tornam a titulação e recuperação menos previsíveis em infusões longas.

Cp, Ce e mL/h

Cp é a concentração plasmática estimada; Ce é a concentração estimada no sítio efetor. Nenhuma delas deve ser convertida diretamente em mL/h.

Modelos TCI revisados

1 modelo

Shafer

Fentanil · 1990

Revisado
CpCe3 compartimentos; ke0/tempo ao pico em implementaçõesPK/PD
Alvo
Cp + Ce · ng/mL

Concentração plasmática e concentração no sítio efetor

População principal
21 pacientes em estudo de bomba computadorizada; modelo clínico clássico listado no Miller.

Covariáveis

peso conforme implementação

Limitação principal

Acúmulo, ausência de covariáveis amplas e disponibilidade clínica limitada.

Ver detalhesRecolher detalhes
Populações especiais

Idoso

Não inclui ajuste robusto por idade.

Obesidade

Miller exige correção específica em obesidade.

Pediatria

Não validado para pediatria.

Limitações e evidência

Acúmulo, ausência de covariáveis amplas e disponibilidade clínica limitada.

Caracteriza bem distribuição rápida; não demonstra superioridade de desfechos.

Desenvolvimento / validação

Adultos cirúrgicos.

Estudos históricos; desempenho exige correção em obesidade.

Observações clínicas

Modelo PK/PD descrito; classificado aqui como uso TCI raro.

Disponibilidade limitada/raramente utilizado em bombas atuais.

Shafer SL, Varvel JR, Aziz N, Scott JC · 1990 Artigo original

Há benefício de um modelo sobre outro?

Há dados históricos de melhor controle de entrega em contextos selecionados, mas não há benefício clínico contemporâneo superior demonstrado que justifique preferência universal.

Alertas obrigatórios

  • Estimativa, não mensuração: A TCI estima concentrações a partir de um modelo populacional; não mede a concentração real no paciente.
  • Cp e Ce não são equivalentes: Alvos plasmáticos e de sítio efetor não são intercambiáveis. Confirme o compartimento selecionado na bomba.
  • Confirme o modelo: Modelos diferentes podem administrar bolus e infusões diferentes para o mesmo valor-alvo.
  • População do modelo: Idosos, crianças, gestantes, pacientes críticos, obesos e extremos de peso exigem um modelo validado para a população e titulação conservadora.
  • Titulação clínica obrigatória: Titule pela resposta clínica e monitore ventilação, hemodinâmica e profundidade anestésica; TCI não substitui julgamento clínico.
  • Checagem do sistema: Verifique droga, concentração, seringa, linha venosa, bomba, modelo, alvo e unidade antes de iniciar.
  • Alvo não é mL/h: Não converta Cp ou Ce diretamente em mL/h. A bomba certificada calcula uma infusão variável conforme o modelo.

Referências TCI

2 referênciasMillerShafer et al., Anesthes…
Ajustes e populações especiais

Idoso

Bula oficial

Idosos podem ter maior sensibilidade; iniciar na extremidade inferior, titular lentamente e monitorizar SNC/respiração. Não aplicar redução percentual universal.

Geriatric Use

Obesidade

Miller e Barash

Alta lipossolubilidade aumenta distribuição periférica, mas dose e clearance não escalam linearmente com TBW. Bolus, infusão e TCI exigem descritor validado separado; sem fórmula automática no catálogo.

Miller/Barash — obesity and opioid dosing

Insuficiência renal

Bula oficial

Usar com cautela e titular; a bula recomenda reduzir conforme necessário e monitorizar. A ausência de metabólito ativo importante não transforma a droga em “sem risco renal”.

Interações importantes

Agonistas parciais ou agonistas/antagonistas opioides

Alerta

Podem reduzir analgesia do agonista μ pleno ou precipitar retirada em paciente dependente.

Relevância: Analgesia imprevisível e possibilidade de abstinência.

Conduta: Revisar exposição crônica e estratégia analgésica; não aumentar dose automaticamente.

Fármacos serotoninérgicos/IMAO

Alerta

A bula atual registra síndrome serotoninérgica com associações e recomenda evitar IMAO ou 14 dias após suspensão.

Relevância: Raro, porém potencialmente fatal.

Conduta: Avaliar indicação/alternativa e observar sinais específicos.

Hipnóticos, benzodiazepínicos, álcool e outros depressores do SNC

Relações clínicas

Monitorização relacionada

  • BIS / EEG processado
  • Capnografia
  • Monitorização respiratória

Técnicas relacionadas

  • TIVA manual
  • TCI / IAC
  • Sedação

Anestesias complexas relacionadas

  • Obesidade
  • OSA

Referências e rastreabilidade

6 referênciasMillerBarashASRA+3
Apresentações e formulações

Confirme fabricante, concentração, excipientes e rotulagem da apresentação realmente disponível.

Fentanyl Citrate Injection, USP

Estados Unidos

Solução injetável IV/IM sem conservante · 50 mcg/mL

Frascos/ampolas de 1, 2, 5, 20 e 50 mL e seringas preenchidas em apresentações consultadas

Citrato equivalente a 50 mcg/mL de fentanil base

NDA 019101; rotulagem revisada em 2026. Confirmar fabricantes/volumes vigentes no Brasil.

Vias, usos e status regulatório

IV/IM · Analgesia perioperatória e componente de anestesia geral/regional

Revisado

Indicação descrita na bula consultada.

Estados Unidos · DailyMed — Fentanyl Citrate 2026

Intratecal/Epidural · Adjuvante neuroaxial, inclusive obstétrico

Revisado

Frequentemente off-label conforme produto/jurisdição; exige protocolo e apresentação sem conservante.

Prática especializada · ASA neuraxial opioids + literatura obstétrica

Contextos clínicos, segurança e controvérsias

Resumo clínico

Tópico clínicoMiller e Barash

Agonista μ altamente lipofílico, útil em bolus, anestesia balanceada e vias neuroaxiais selecionadas. Redistribuição encurta o bolus, mas infusão/doses repetidas acumulam.

  • •Bolus curto ≠ eliminação curta.
  • •CYP3A4 e compartimentos periféricos influenciam exposição.
  • •Rigidez, bradicardia e depressão respiratória podem superar duração analgésica percebida.

Bolus curto ≠ droga de eliminação curta

Tópico clínicoMiller e Barash

Após rápida chegada ao cérebro, a concentração cai por redistribuição para músculo e gordura. Em infusão prolongada, esses compartimentos acumulam e devolvem fármaco, prolongando recuperação.

Alertas de segurança
  • Não é hipnótico e não garante inconsciência/amnésia.
  • Depressão respiratória pode durar mais que o efeito analgésico percebido.
  • Infusões e doses repetidas acumulam em músculo/gordura.
  • Rigidez muscular relaciona-se a dose e velocidade de injeção.
  • CYP3A4 pode prolongar exposição e depressão respiratória.
  • Epidural e intratecal não são intercambiáveis; usar apresentação/protocolo apropriados.
  • Naloxona pode terminar antes do Fentanil; vigiar renarcotização.

Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

  • Corno dorsal da medula
  • Tronco encefálico
  • Circuitos supraespinais
  • Gi/o → ↓ AMPc
  • ↓ liberação de neurotransmissores nociceptivos
Início, duração e metabolismo

Início: Distribuição cerebral rápida favorece analgesia precoce, mas o pico de depressão respiratória pode ocorrer depois do efeito clínico inicial percebido.

Duração: A duração após dose única é governada por redistribuição; após exposição prolongada, compartimentos periféricos e meia-vida contexto-sensível tornam a recuperação mais lenta.

Metabolismo: Metabolismo hepático extenso, predominantemente por CYP3A4, forma norfentanil sem atividade analgésica clinicamente relevante; menos de 10% é excretado inalterado.

Efeitos clínicos
  • Analgesia
  • Atenuação da resposta ao estímulo
  • Sedação
Efeitos adversos e racional
  • Depressão ventilatória
  • Bradicardia
  • Rigidez de parede torácica em administração rápida de altas doses
  • Maior risco com apneia do sono, fragilidade e associação com sedativos.
Interações mecanísticas
Fármacos associados: Sinergismo com hipnóticos e anestésicos inalatórios aumenta depressão ventilatória e hipnose. Conduta: Titular, monitorizar e revisar o plano anestésico.
Populações e variabilidade
  • Gestação, extremos de idade e fragilidade alteram farmacocinética e sensibilidade farmacodinâmica; individualizar e monitorizar.
  • Exposição repetida, regulação de receptores e alterações farmacocinéticas podem modificar a resposta; titular pelo efeito clínico.
Pérolas e limitações
  • “Bolus curto” não significa eliminação curta.
  • Epidural e intratecal têm doses, cinética e monitorização próprias e nunca devem ser intercambiadas.
  • A relação entre mecanismo molecular e resposta clínica não é totalmente linear.
  • Associações anestésicas e comorbidades podem predominar sobre o efeito isolado.

Meia-vida

Bula oficial

Meia-vida terminal de aproximadamente 219 min na bula consultada; estimativas variam conforme amostragem e modelo.

Clinical Pharmacology — Elimination

Meia-vida contexto-sensível

Miller e Barash

Aumenta de forma importante com duração da infusão por armazenamento periférico. “Bolus curto” não significa droga de eliminação curta.

Miller/Barash — context-sensitive half-time of opioids

Ligação proteica

Miller e Barash

Ligação proteica elevada e dependente da ionização/pH; alterações ácido-base modificam distribuição entre plasma e SNC.

Miller/Barash; DailyMed — distribution

Volume de distribuição

Bula oficial

Volume de distribuição aproximado de 4 L/kg; acumula em músculo e gordura, com liberação lenta de volta ao sangue.

Clinical Pharmacology — Distribution

Metabolismo

Bula oficial

Biotransformação hepática extensa, predominantemente por CYP3A4 para norfentanil sem atividade analgésica clínica relevante; inibidores/indutores alteram exposição.

Warnings — CYP3A4; Clinical Pharmacology

Eliminação

Bula oficial

Cerca de 75% da dose IV aparece na urina, principalmente como metabólitos, e <10% como droga inalterada; ~9% nas fezes, sobretudo metabólitos.

Clinical Pharmacology — Elimination

Renal Impairment

Insuficiência hepática

Bula oficial

Metabolismo hepático extenso pode prolongar exposição; reduzir conforme necessidade e monitorizar depressão respiratória, sedação e hipotensão.

Hepatic Impairment

Gestação

Bula oficial

Cruza placenta e pode causar depressão neonatal. Lactentes expostos pelo leite devem ser observados para sedação/depressão respiratória. Neuroeixo obstétrico exige protocolo específico.

Pregnancy; Lactation

Crítico

Somação de sedação, perda de tônus de via aérea, depressão ventilatória e efeitos cardiovasculares.

Relevância: Pode ocorrer apneia, obstrução, hipotensão, coma e morte.

Conduta: Reduzir e titular separadamente cada agente, titular devagar e monitorizar ventilação e hemodinâmica.

Inibidores/indutores de CYP3A4

Crítico

Inibidores ou retirada de indutor podem elevar concentração; indutores ou retirada de inibidor podem reduzir efeito/precipitar retirada.

Relevância: Pode prolongar depressão respiratória ou alterar analgesia.

Conduta: Revisar medicações, titular e monitorizar frequentemente.

  • •Duração de bolus e meia-vida terminal respondem a processos diferentes.
  • •A meia-vida contexto-sensível aumenta com a duração da infusão.
  • •Dose repetida deve considerar total de opioides e tempo restante.

Fentanil intratecal e epidural

Tópico clínicoGuideline externo

Uso neuroaxial é distinto da via IV e frequentemente off-label conforme produto/jurisdição. A lipossolubilidade favorece início rápido e menor migração rostral tardia que opioides hidrofílicos, sem eliminar depressão respiratória precoce.

  • •Dose intratecal não é intercambiável com dose epidural.
  • •Prurido, náusea, retenção urinária e sedação permanecem relevantes.
  • •Usar menor dose eficaz e monitorização compatível com droga, via, associações e risco do paciente.

Obstetrícia e analgesia de parto

Tópico clínicoArtigo científico

Fentanil é usado como adjuvante epidural/intratecal em protocolos obstétricos. Ensaios demonstram relação dose–efeito, mas nenhuma dose de estudo deve virar padrão universal fora de uma solução e protocolo definidos.

  • •Verificar concentração final de anestésico local e opioide.
  • •Monitorizar mãe, ventilação e feto conforme contexto.
  • •Avaliar prurido, sedação e exposição neonatal.

TCI de Fentanil

Tópico clínicoArtigo científico

O modelo Shafer descreve infusão computadorizada histórica. Uso TCI é limitado; ausência de covariáveis amplas e acúmulo tornam obrigatório confirmar bomba, modelo e população.

  • •Cp/Ce em ng/mL não são taxa de bomba.
  • •Não há alvo automático cadastrado.
  • •Não extrapolar para pediatria, gestação ou obesidade extrema.

Analgesia não é hipnose

Tópico clínicoMiller e Barash

Agonistas μ são analgésicos/antinociceptivos. Mesmo quando reduzem a resposta a estímulo e a necessidade de hipnótico, não garantem inconsciência, amnésia ou imobilidade como agente único.

  • •BIS/EEG não mede diretamente analgesia ou concentração opioide.
  • •Movimento, resposta autonômica, hipnose e memória são desfechos distintos.
  • •Combinar opioide e hipnótico aumenta depressão ventilatória e cardiovascular.

Depressão ventilatória e via aérea

Tópico clínicoBula oficial

A ativação μ reduz a resposta dos centros respiratórios ao CO₂, diminui frequência e pode produzir padrão irregular, apneia, sedação e obstrução de via aérea.

  • •Dose, velocidade, idade, OSA e depressores concomitantes modificam o risco.
  • •SpO₂ isolada pode atrasar a identificação quando há oxigênio suplementar; capnografia e observação clínica complementam a avaliação.
  • •A recuperação aparente sob estímulo não prova ventilação espontânea sustentada.

Rigidez muscular induzida por opioide

Tópico clínicoBula oficial

Rigidez de tronco, mandíbula e musculatura respiratória pode dificultar ventilação. O risco cresce com dose e administração rápida, mas não se resume à expressão “parede torácica rígida”.

  • •Obstrução glótica/laríngea e rigidez de mandíbula podem contribuir para resistência à ventilação.
  • •Garantir capacidade de ventilação, via aérea e bloqueio neuromuscular quando clinicamente indicado.
  • •Não confundir rigidez com analgesia adequada ou hipnose.

Reversão com Naloxona

Tópico clínicoBula oficial

Naloxona antagoniza efeitos opioides, inclusive depressão respiratória, mas também pode reverter analgesia e precipitar dor, resposta simpática ou retirada em paciente dependente.

  • •A via aérea e a ventilação não devem esperar o antagonista.
  • •A duração do opioide pode superar a do antagonista, com renarcotização.
  • •Titular ao objetivo clínico e manter observação; consultar a página própria da Naloxona.

Tolerância, dependência e paciente opioide-tolerante

Tópico clínicoBula oficial

Exposição crônica pode alterar necessidade analgésica e produzir dependência física; isso é diferente de transtorno por uso de opioides e não autoriza multiplicador automático de dose.

  • •Evitar interrupção abrupta de terapia crônica sem plano.
  • •Usar analgesia multimodal e regional quando apropriado.
  • •Registrar tolerância, dor crônica e estratégia pós-operatória no contexto do paciente.

Referência e ferramentas para anestesiologia.

Plataforma de anestesiologia para consulta clínica, estudo, referência e ferramentas perioperatórias.

Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

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Conteúdo clínico em revisão contínua, apoiado por Miller, Barash, guidelines e fontes regulatórias quando aplicável.

Versão 0.1.0 · revisão contínua

© 2026 AnesBase

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