InícioDrogasCalculadorasPré-anestésico
Referências
  1. Início
  2. Drogas

Drogas · Farmacologia regional

Anestésicos locais

Da concentração em % à massa total, com leitura por agente, via, formulação e contexto clínico.

Anestésicos locais bloqueiam a condução nervosa, mas não são intercambiáveis. Potência, início, duração, metabolismo, formulação, vascularidade do local e exposição cumulativa modificam eficácia e toxicidade.

Calcular dose totalAbrir protocolo LAST

8

agentes no banco

9

limites contextuais

Lidocaína consolidada em uma entidade; rotas e usos continuam separados.

Mecanismo

Da condução neural ao cálculo seguro.

Uma sequência visual curta conecta o mecanismo publicado à matemática usada logo abaixo.

Ir para conteúdo
%→mg/mL→mL→mg→mg/kg
01

Condução

O impulso percorre a fibra.

A forma não ionizada atravessa a membrana; a forma protonada acessa o canal pelo lado intracelular e reduz a propagação do potencial de ação.

02

Canal de sódio

O alvo ganha foco.

Fibras pequenas e descarga repetitiva tendem a ser afetadas antes.

03

Bloqueio

A propagação deixa de avançar.

pKa, pH tecidual, ligação proteica e lipossolubilidade ajudam a explicar início, potência e duração.

04

Aplicação

Concentração vira dose total.

A calculadora liga concentração, volume, massa total e peso sem ocultar a unidade usada em cada etapa.

ConceitosCalculadoraDrogasLASTReferências

Em 30 segundos

Três verificações antes da injeção

Concentração, volume e soma de todas as aplicações precisam ser lidos juntos.

  • •% × 10 = mg/mL; 0,5% corresponde a 5 mg/mL.
  • •Dose em mg = mg/mL × volume em mL.
  • •Misturas não criam um limite único validado: acompanhar cada agente e considerar toxicidade aditiva.

Mecanismo

Bloqueio uso-dependente de canais de sódio

A forma não ionizada atravessa a membrana; a forma protonada acessa o canal pelo lado intracelular e reduz a propagação do potencial de ação.

  • •Fibras pequenas e descarga repetitiva tendem a ser afetadas antes.
  • •pKa, pH tecidual, ligação proteica e lipossolubilidade ajudam a explicar início, potência e duração.
  • •Infecção/acidose local pode reduzir a fração não ionizada e tornar o bloqueio menos previsível.

Estrutura

Amidas e ésteres seguem rotas metabólicas diferentes

Amidas dependem principalmente de metabolismo hepático; ésteres sofrem hidrólise por esterases plasmáticas em graus próprios de cada agente.

  • •Alergia verdadeira é rara e deve ser distinguida de toxicidade, vasovagalidade e reação a aditivos.
  • •Formulações e conservantes importam; não extrapolar uma apresentação para neuroeixo.
  • •Insuficiência hepática, baixo fluxo e extremos de idade podem alterar exposição a amidas.

Farmacodinâmica

Bloqueio sensitivo e motor não são binários

Concentração, dose, local, comprimento exposto do nervo e características do agente modulam densidade e duração.

  • •Analgesia adequada não garante anestesia cirúrgica.
  • •Aumento de concentração pode intensificar bloqueio motor e toxicidade sem benefício proporcional.
  • •A resposta deve ser testada antes do estímulo e reavaliada durante o procedimento.

Adjuvante

Epinefrina não é um multiplicador universal de dose

Vasoconstrição pode reduzir absorção sistêmica e prolongar alguns bloqueios, mas o efeito depende do agente, local, técnica e paciente.

  • •Somente a lidocaína exibe aqui limites com e sem epinefrina validados na mesma bula.
  • •Marcador intravascular não substitui aspiração, injeção incremental e vigilância.
  • •Doença vascular, arritmia, interação medicamentosa e território anatômico exigem julgamento individual.

Emergência

LAST pode ser neurológica, cardiovascular ou atípica

Toxicidade sistêmica pode ocorrer logo após injeção intravascular ou mais tarde após absorção, inclusive sem pródromos clássicos.

  • •Interromper a injeção, chamar ajuda, manejar via aérea/convulsão e iniciar checklist específico.
  • •Usar emulsão lipídica 20% conforme o checklist ASRA, sem substituir ACLS modificado para LAST por um protocolo genérico.
  • •Ultrassom reduz algumas complicações, mas não elimina LAST.

Coração

Cardiotoxicidade difere entre agentes, mas nenhum é “seguro”

Bupivacaína tem associação importante com arritmia e colapso refratário; ropivacaína e levobupivacaína apresentam margem cardiovascular relativamente maior em evidência comparativa.

  • •Menor cardiotoxicidade relativa não autoriza injeção intravascular.
  • •Hipóxia e acidose podem agravar toxicidade.
  • •Bradicardia, bloqueios, arritmia ventricular e colapso exigem resposta imediata.

Toxicidade específica

Prilocaína e metemoglobinemia

O metabólito o-toluidina pode oxidar hemoglobina; risco cresce com dose/exposição e suscetibilidade do paciente.

  • •Cianose com PaO₂ preservada e SpO₂ pouco responsiva ao oxigênio deve levantar suspeita.
  • •Lactentes, G6PD, metemoglobinemia congênita, doença cardiopulmonar e agentes oxidantes merecem cautela.
  • •Confirmar com co-oximetria; tratamento depende do contexto e de contraindicações do antídoto.

Calculadora de anestésico local

Aplicações separadas, massa cumulativa por agente e limites somente quando o contexto é selecionado.

Aplicação 1

Conversão: 0,25% = 2,5 mg/mL.

Toxicidade pode ser aditiva. Totais de agentes diferentes permanecem separados; não existe soma percentual universal validada. Um limite de bula não autoriza a dose.

Fonte: banco clínico

Explore os agentes cadastrados

AmidaPeriféricoNeuroeixo

Bupivacaína

Anestésico local amida

Alta potência e cardiotoxicidade clinicamente importante, sobretudo em exposição intravascular.

Início
Mais lento que lidocaína em muitas técnicas.
Duração
Longa.
Abrir revisão
ÉsterPeriféricoNeuroeixo

Cloroprocaína

Anestésico local éster

A formulação espinal sem conservante não é intercambiável com frascos rotulados “não para uso espinal”.

Início
Rápido.
Duração
Curta.
Abrir revisão
AmidaPeriféricoNeuroeixo

Levobupivacaína

Anestésico local amida

Enantiômero S da bupivacaína; menor toxicidade relativa não equivale a ausência de cardiotoxicidade.

Início
Intermediário.
Duração
Longa.
Abrir revisão
AmidaPeriféricoNeuroeixoTópicoIV

Lidocaína

Anestésico local amida

Uma única entidade reúne uso local, neuroaxial, tópico, antiarrítmico e adjuvante IV; as doses permanecem separadas por via.

Início
Rápido em muitas técnicas; depende de pH, dose e local.
Duração
Intermediária; pode ser prolongada por vasoconstritor em contextos validados.
Abrir revisão
AmidaPeriféricoNeuroeixo

Mepivacaína

Anestésico local amida

Absorção e limite dependem do local; a bula consultada não autoriza um teto universal para todo paciente.

Início
Rápido.
Duração
Intermediária.
Abrir revisão
AmidaPeriférico

Prilocaína

Anestésico local amida

Metemoglobinemia é a toxicidade diferencial e deve ser separada de LAST.

Início
Rápido a intermediário.
Duração
Intermediária.
Abrir revisão
AmidaPeriféricoNeuroeixo

Ropivacaína

Anestésico local amida

Enantiômero S com margem cardiovascular relativamente maior que bupivacaína, sem eliminar LAST.

Início
Intermediário.
Duração
Longa.
Abrir revisão
ÉsterNeuroeixoTópico

Tetracaína

Anestésico local éster

Uso espinal e tópico exigem formulações próprias; o rótulo histórico consultado tem situação regulatória específica.

Início
Mais lento.
Duração
Longa.
Abrir revisão

Comparação farmacológica

Propriedades lado a lado

Lidocaína

Classe
Amida
pKa
7.86
Metabolismo
Hepático, com metabólitos ativos em menor grau.
Perfil motor/sensitivo
Bloqueio sensitivo e motor dependente de concentração.

Bupivacaína

Classe
Amida
pKa
8.1
Ligação proteica
96%
Metabolismo
Hepático.
Perfil motor/sensitivo
Bloqueio denso; intensidade depende de concentração e técnica.

Ropivacaína

Classe
Amida
Ligação proteica
94%
Metabolismo
Hepático; hidroxilação mediada principalmente por CYP1A2 na bula consultada.
Perfil motor/sensitivo
Pode produzir menor bloqueio motor em concentrações analgésicas; não é separação absoluta.

Levobupivacaína

Classe
Amida
Ligação proteica
97%
Metabolismo
Hepático.
Perfil motor/sensitivo
Dependente de concentração e técnica.

Mepivacaína

Classe
Amida
Metabolismo
Hepático.
Perfil motor/sensitivo
Bloqueio sensitivo e motor conforme concentração.

Prilocaína

Classe
Amida
Metabolismo
Hepático e extra-hepático; o-toluidina é clinicamente relevante.
Perfil motor/sensitivo
Dependente de técnica e concentração.

Cloroprocaína

Classe
Éster
Metabolismo
Hidrólise plasmática rápida.
Perfil motor/sensitivo
Bloqueio de curta duração; formulação determina via permitida.

Tetracaína

Classe
Éster
Metabolismo
Hidrólise por esterases, com duração clínica longa no neuroeixo.
Perfil motor/sensitivo
Bloqueio espinal denso e prolongado.

Modo crise

Resposta estruturada à LAST

A ASRA informa que o checklist está em revisão, com atualização esperada para 2027. Esta versão identifica explicitamente a edição de 2020.

Emulsão lipídica 20%

Paciente > 70 kg

  • • Bolus de aproximadamente 100 mL em 2–3 min.
  • • Infusão de aproximadamente 250 mL em 15–20 min.

Paciente < 70 kg

  • • Bolus de aproximadamente 1,5 mL/kg em 2–3 min.
  • • Infusão de aproximadamente 0,25 mL/kg/min.

Dose máxima de emulsão lipídica: 12 mL/kg.

Ações

  • • Interromper anestésico local, chamar ajuda e trazer o kit de LAST.
  • • Priorizar via aérea e oxigenação; benzodiazepínico é preferido para convulsão no checklist.
  • • Se instável, repetir bolus e dobrar a infusão lipídica conforme checklist.
  • • Continuar emulsão por mais de 15 min após estabilidade hemodinâmica.

Evitar no checklist

  • • Vasopressina
  • • Betabloqueadores
  • • Bloqueadores de canal de cálcio
  • • Mais anestésico local

Observação

  • • Após convulsão: observar por 2 h.
  • • Após instabilidade cardiovascular: observar por 4–6 h.
  • • Após parada: considerar circulação extracorpórea/ECMO precocemente.
Abrir protocolo completo

Referências da seção

7 referênciasMillerBarashASRA+4

Números permanecem ligados à fonte, formulação e jurisdição. Ausência de limite estruturado significa que a interface não calcula percentual de máximo.

Referência e ferramentas para anestesiologia.

Plataforma de anestesiologia para consulta clínica, estudo, referência e ferramentas perioperatórias.

Ferramenta de apoio para profissionais habilitados. As informações devem ser conferidas com referências atualizadas, protocolos institucionais e julgamento clínico. Não substitui avaliação médica individual.

Plataforma

  • Drogas
  • Calculadoras
  • Pré-anestésico
  • Conteúdos

Conteúdos

  • Via aérea
  • Ventilação
  • Monitorização
  • Técnicas anestésicas
  • Bloqueios periféricos

Conteúdo clínico em revisão contínua, apoiado por Miller, Barash, guidelines e fontes regulatórias quando aplicável.

Versão 0.1.0 · revisão contínua

© 2026 AnesBase

Anestésicos locais · 8 drogas — abrir lista

Decisão clínica

  • Anestesias complexas
  • Protocolos e checklists
  • Pediatria
  • Modo crise

Projeto

  • Referências
  • Status de revisão
  • Sobre
Plataforma
  • Drogas
  • Calculadoras
  • Pré-anestésico
  • Conteúdos
Conteúdos
  • Via aérea
  • Ventilação
  • Monitorização
  • Técnicas anestésicas
  • Bloqueios periféricos
Decisão clínica
  • Anestesias complexas
  • Protocolos e checklists
  • Pediatria
  • Modo crise
Projeto
  • Referências
  • Status de revisão
  • Sobre